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Um novo desafio vem aí!

Olá pessoal.

Quero compartilhar com vocês uma mudança de trajeto em minha carreira profissional.
Em boa hora, deixo de contribuir na Assistência Técnica da empresa em que trabalho para assumir um novo desafio.
Dentro em breve terei uma nova função no Departamento de Incorporação da construtora.
Isso significa uma adaptação momentânea no setor, onde precisarei focar no aprendizado de determinados processos para oferecer o melhor como profissional. 

Feliz!

Após passar alguns anos projetando, fiquei outros tantos liderando a equipe de assistência técnica – em empresas diferentes é claro – e agora essa nova oportunidade deve abrir uma nova gama de experiências e conhecimentos, os quais sem dúvidas, terei o maior prazer em compartilhar com vocês.

Frio na barriga, mas vamos lá! Que venha o novo.

Abraços.

Alvenaria estrutural, comercialmente falando.

    O método construtivo Alvenaria Estrutural já foi tema de postagem neste blog, tecnicamente falando é claro. Agora, gostaria de apresentar para vocês as questões comerciais que envolvem esse sistema construtivo. 
    
  Conversei com a Gerente Comercial da Rôgga Empreendimentos, que foi eleita a 33ª empresa que mais cresceu no país em 2013, segundo a Revista PME (Pequenas e Médias Empresas).

Aline Ev. Gerente Comercial
Rôgga Empreendimentos.
   Aline Ev, especialista em Gestão Comercial, trabalha na Rôgga há 06 anos e responde pelos departamentos de Incorporação, Marketing, Comunicação, Vendas e SAC. Ela explica que a Rôgga passou a adotar a alvenaria estrutural em seus empreendimentos há 05 anos, prioritariamente pela competitividade no mercado e pelas novas ações de vendas do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida – Programa do Governo Federal). Aline completa que o maior benefício do sistema é o custo x benefício, porém, executar garagem abaixo da torre se torna caro, então, faz-se necessário edificar uma torre em alvenaria convencional apenas para garagem. “O tempo de execução também agrada muito na hora da venda”, reforça. 
    Para os clientes a preocupação é o layout do apartamento, bem como área útil, “o método construtivo em sí não interfere no ponteiro de vendas” garante a Gerente. Localização privilegiada é um dos principais benefícios oferecidos pela construtora, que dispõe de duas linhas de produto exclusivamente em alvenaria estrutural, Soft e Easy Club. Na segunda opção o cliente tem como atrativos sala de jogos, espaço gourmet, piscina, academia ao ar-livre, quadra poliesportiva, etc. 
   
  A construtora oferece 04 linhas de produto, mas nem todas são disponibilizadas em alvenaria estrutural em virtude da necessidade do cliente em alterar o layout do apartamento. Na pratica, produto mais caro deve ser mais personalizável.
   
   O percentual de produtos já entregues em alvenaria estrutural corresponde a 28%, um número modesto, considerando que a construtora já vendeu 100% das unidades de 12 edifícios, também neste sistema construtivo, que serão entregues nos próximos 15 meses. 

   Aline comenta que o feedback comercial é constante para que o setor interno de engenharia proporcione melhoria contínua no produto, adequando-se principalmente às necessidades do mercado. 
    
   Quando fala em aceitação no mercado, Aline Ev garante que é em nível de Brasil, e que não há rejeição em nenhuma região.
    
    A Rôgga Empreendimentos é uma empresa Certificada pela ISO 9001, PBQPH nível A e foi a primeira construtora brasileira a receber o Selo Azul da Caixa Nível Ouro de Construção Sustentável.


Edifício John Hancock - arquitetura e humildade

Sobre arquitetura e humildade.

“...um amigo meu acabou sentando perto do renomado arquiteto I.M. Pei.
Meu amigo é de Boston, onde o famoso prédio John Hancock, projetado pelo Sr. Pei, domina os céus da cidade, avultando-se na esquina da venerável Praça Copley. A praça é também o local de dois marcos arquitetônicos maravilhosos do século XIX: a Trinity Church (Igreja da Trindade), um portento em estilo medieval e granito multicolorido, e a Biblioteca Pública de Boston, no estilo italiano-renascentista, repleto de arcos romanos e de dignidade. O prédio John Hancock, um recém-chegado ao local, é uma torre arrojada, na forma romboidal, totalmente recoberta por vidro reflexivo. 
Meu amigo captou a oportunidade para perguntar ao Sr. Pei o seguinte: “Por que, flanqueada por aquelas duas antigas construções de pedra e granito magníficos, o Senhor revestiu o prédio John Hancock de vidro? 
“Sim. Bem, quando você olha para o vidro, vê o quê?”
“Bem, vejo aquelas duas construções magníficas”
“Exatamente.”

         
Edifício John Hancock
Biblioteca Pública de Boston
Trinity Church (Igreja da Trindade)

A intenção do Sr. Pei foi homenagear aqueles marcos, refletindo-os primeiro, construindo sua obra arquitetônico em volta deles...”


Trabalhe de forma que a sua obra não ofusque a criação dos outros, e sim, de forma que as valorize.


Texto extraído do livro Fale Claro para que todos entendam, de Sonya Hamlin.

Projeto Legal – Legal não apenas no modo de ser, mas principalmente, dentro da legalidade.

    
    Mudou a forma de apresentar projetos para a Secretaria de Infraestrutura Urbana de Joinville. Agora a o processo de obtenção de licença para construção na cidade de Joinville se dá através do “Projeto Legal”, e não mais pelo projeto arquitetônico.

Reunião na Prefeitura Municipal de Joinville onde a
portaria foi assinada para criação do Projeto Legal.
    Em uma apresentação para a AJECI (Associação Joinvilense de Engenheiros Civis) a Unidade de Aprovação de Projetos da Seinfra orientou e esclareceu dúvidas dos profissionais da área quanto à utilização deste novo recurso, que tem como premissa diminuir o tempo de análise de projetos e obtenção de alvarás de construção, através da facilitação do trabalho dos analistas. “É uma quebra de paradigma muito grande” - comentou a Gerente da área de aprovação de projetos Luana Siewert Pretto. Para o Engenheiro Thalles Vieira, Presidente da AJECI, a prática do projeto legal tende a valorizar a categoria, pois os bons profissionais terão mais sucesso ao término das obras. Não será mais uma questão de conquistar o alvará de construção, e sim criar edificações de qualidade e em respeito às normas e leis vigentes. 
    
  O Projeto Legal é um Decreto – 21852/2014 - que já é adotado desta forma com nomenclaturas diferentes em outras cidades - foi implantado na capital paulista há uns 09 meses. Especialmente em Joinville o prefeito havia determinado à Seinfra que simplificasse a aprovação dos projetos, e, com isso, surgiu o início dos trabalhos em prol da utilização deste modelo. 

    A proposta é diminuir o tempo médio para emissão de alvarás de construção, simplificação e transparência na análise dos projetos, padronização e controle de melhorias da produtividade e atendimento ao público. 
    
    Atualmente o prazo médio para emissão de um alvará de construção em Joinville é de 171 dias, sendo que esse número é alto também devido à quantidade de reanálises que são geradas por erros nos projetos – aproximadamente 83% dos projetos não são aprovados em primeira análise. Dentro em breve o prazo para obtenção do alvará poderá chegar a 15 dias.

    A forma de apresentar o Projeto Legal contempla 01 prancha (de preferência) com apenas 06 itens:

1)Localização;
2)Situação (projeção do perímetro da edificação);
3)Planta esquemática do perímetro dos pavimentos;
4)Esquema vertical (representa nº de pavimentos, altura do pé direito, subsolo etc.);
5)Declaração de Responsabilidade assinada (Proprietário, Autor do Projeto e Responsável Técnico);
6)Quadro estatístico padrão.

    “A questão é respeitar os índices urbanísticos” ressalta o Engenheiro e Coordenador da Unidade de Aprovação de Projetos Sérgio Brugnago. A responsabilidade sobre o projeto arquitetônico é de quem o fez. O responsável técnico ou mesmo o contribuinte não poderá mais culpar a Seinfra por aprovar um projeto ruim. O CREA fiscalizará com mais rigor a aplicação das normas técnicas e leis na elaboração de projetos e o andamento das obras.
Ficou clara a necessidade da colaboração dos profissionais da área em padronizar os projetos de forma que os analistas trabalhem como uma linha de produção.
Pelo que pude concluir, todos saem ganhando, profissionais da área, poder público e contribuinte.
Para ter acesso a cartilha explicativa, modelos, dúvidas frequentes etc., você pode acessar o site da Seinfra pelo link http://seinfra.joinville.sc.gov.br/ na aba Downloads. 

Texto próprio - quer copiar peça permissão.
Foto copiada do site: http://www.causc.gov.br/

Huf Haus – arquitetura enxaimel.

     Eficiência energética de alta qualidade oferecida pela simbiose expressiva de madeira e vidro, característica distintiva para este modelo que pode enriquecer a vida de qualquer pessoa. Estou falando da Huf Haus, que tem suas raízes históricas a partir de uma serraria em 1912 na Alemanha. 
    
    Projeto tipicamente alemão, muito flexível, ideal para quem deseja integração com o meio ambiente circundante, proporcionando experiências únicas.
     
     A Huf Haus não é o tipo de casa urbana ideal, mas como praia ou campo, traduz perfeição.
     
    A estrutura é tecnicamente conhecida na Alemanha como esqueleto. Termo com origem no esqueleto humano, pois todos os elementos da casa assim como o corpo são autossustentáveis, todos os demais componentes como o preenchimento dos painéis, paredes, tetos, pisos e telhados são suportados pela estrutura. 
    
  Em boa hora, especialmente pelo alto nível de exigências no tocante a responsabilidade ambiental e climática, a Huf Haus passou de forma exemplar a atender tais exigências, criando seu próprio padrão “à toda prova”.
    
    Veja as imagens deslumbrantes do resultado do trabalho da Huf Haus.
 



Informações e imagens obtidas no site http://www.huf-haus.com
Ideia do amigo Pablo Torrens

Construção nos Estados Unidos.

    Me chamou a atenção um sistema de construção de casas de madeira nos Estados Unidos. A empresa norte-americana RBA Homes, desenvolveu uma técnica de edificação de casas a partir de módulos pré-fabricados, e atua no mercado desde 1986 com esse modelo.
    A RBA atua como fabricante de módulos pré-definidos com base no projeto arquitetônico aprovado.
    O projeto é dividido em partes, essas partes são fabricadas na empresa e levadas ao local do imóvel ainda cruas. Os módulos são acomodados sobre uma estrutura de blocos de concreto (o porão, muito utilizado nos Estados Unidos).

Fábrica de módulos.
Módulo pronto.

Terreno preparado para receber a base da estrutura.
Base da estrutura (porão) pronto. 
Montagem dos módulos.

Montagem da cobertura.

 Após a montagem dos módulos, a casa recebe o telhado e demais fechamentos da alvenaria como as platibandas, por exemplo.
    Como os módulos já vem com as esquadrias fixadas de fábrica, após a montagem e a finalização da cobertura são executadas as instalações elétricas e sistema de condicionamento de ar (normalmente sistema com boiler a gás para aquecimento dos ambientes e da própria água).
    A estrutura dos módulos é feita de madeira, e o fechamento com chapas de compensado, vulgarmente chamados de madeirite aqui no Brasil. Para promover acabamento e isolar a madeira das intempéries é executada a aplicação de perfis de plástico sobre todas as paredes, promovendo o escoamento da água que eventualmente possa ser projetada, como chuvas por exemplo. 

Finalização da montagem.
Casa pronta.
    Ao término da construção, chaves na mão e uma garantia de 10 anos, isso mesmo, dez anos. No Brasil temos uma garantia legal de 05 anos.
    Nos Estados Unidos a maioria das casas são executadas em madeira porque é muito mais rápido para construir, isso porque a mão de obra lá, para este tipo de serviço (construção civil) é muito cara, diferentemente do Brasil.
    A madeira também é um excelente isolante térmico, que contribui para o frio intenso em boa parte no ano. 
    Segundo informações de uma colega norte-americana os bancos não estão mais liberando empréstimos para esse modelo de construção.
    Particularmente tenho grande afeição por casas de madeira, essas americanas então me encantam. Não consigo dizer com certeza se este sistema modular é melhor que o convencional, mas eu o utilizaria. 



Me ajudaram com esta postagem:
O youtube, através do vídeo http://www.youtube.com/watch?v=H7uTzC-Khl8 - publicado por Fábio da Costa;
O site da RBA Homes - http://rbahomes.com;
O amigo Pablo Torrens, que morou nos EUA e tem contatos lá.

Mansões.





    "São as coisas simples que me encantam..." 
Parte de um texto disponível na internet.

    Felizmente ou infelizmente isso não acontece comigo. Faço mais o tipo de pessoa que se encanta pelo sintuoso, pelo majestoso, pomposo etc. Admiro carros de grande volume, obras de arte monumentais, prédios públicos gigantescos e mansões luxuosas.
   Infelizmente,  gostar ainda não é sinônimo de possuir.
   Introduzi esta amostra das minhas predileções, para chegar ao tema desta postagem: 

Mansões.


The Breakers, em Newport, Rhode Island,
é uma das mansões mais famosas do 
século XIX. 
       As mansões são residências muito grandes, de proporções bem generosas. No Império Romano as mansões eram construídas a beira das Estradas Romanas – que eram as vias de comunicação vitais para o Império Romano – para hospedar personalidades importantes da época em viagens pelas províncias.

    No Brasil, creio que a residência familiar que mais traduz o verdadeiro significado da palavra mansão, seja a casa da família do Presidente da Rede TV. Trata-se de uma edificação com 17.800 m². Só em questão de comparação, a mansão de Bill Gates tem 6.100m². A mansão possui algumas peculiaridades como hangar para cinco helicópteros, garagem subterrânea para 50 carros, piscina particular no quarto do casal e finalizando, paisagismo inspirado nos jardins de Luxemburgo. 

Mansão do Presidente da Rede TV. Maior mansão do Brasil.

    Algo ainda mais impressionante é o castelo de um deputado brasileiro que está à venda por algumas dezenas de milhões. 
    Apesar de ter menor área construída que a mansão do dono da Rede TV, tem aparência muito mais elegante e charmosa.
    
Castelo de deputado mineiro, em São João Nepomuceno.

Muito charme e elegância.
   É importante não se impressionar demais com algumas casas grandes, e chamá-las de mansões. Pessoas com dinheiro no Brasil e no mundo tem aos montes, porém inversamente proporcional é o bom gosto de algumas delas. 
   Uma mansão chama atenção não só pelo tamanho, mas também pelo requinte nos detalhes, qualidade dos materiais empregados, harmonia do projeto – que inclui paisagismo, cores utilizadas, peças de decoração e detalhes arquitetônicos – sempre privilegiando a serenidade, onde a composição das formas não seja de maneira aleatória, e sim de forma que contornos e enchimentos sejam bem definidos. Finalmente e principalmente, um terreno enorme, o acesso à casa principal, passando pelos jardins muito bem desenhados e zelados conclui a definição do que é uma mansão. 

Ampla área externa.
 Toda mansão possui características próprias, como por exemplo a quantidade de ambientes, tais como, sala de inverno, jardim de inverno, lareira, sala de jantar, de estar, de jogos, de música, cinema, biblioteca, inúmeros lavabos, suítes generosas com closet e sala particular, dependências de empregados, casa de hóspedes (normalmente uma edificação à parte da casa principal), garagem para muitos veículos, lagos e piscinas bem distribuídos, e por aí vai. 

Escadaria dupla na África do Sul.
    
       O que vai chamar muita atenção em uma mansão é também a escadaria de acesso aos andares superiores. Escadas já foi um tema de postagem neste blog, mas as escadarias de uma boa mansão são um show à parte. 
    
   
Banheiro luxuoso.








   
 Bem, poderia ficar falando horas sobre este tema, mas é claro que a postagem não pode se estender muito, afinal ficaria cansativo.
    
   Quem tiver muito dinheiro pode comprar uma mansão (tem muitas à venda por aí) ou projetar a sua própria (mas escolha o arquiteto a dedo), pois como falei, dinheiro não é tudo, e sim o bom gosto que faz a diferença.
       


Bons sonhos!


Me ajudou na construção deste texto o Wikipédia - a enciclopédia livre;
Imagens copiadas da internet. Se a foto for sua e não quer que ela esteja aqui, me informe por e-mail, pois posso removê-la. 

Prédios "Minha Casa Minha Vida" destinados à demolição no Rio de Janeiro.

    Uma foto compartilhada nas mídias sociais causou espanto e preocupação na população durante as últimas semanas - um prédio com rachaduras de médias e grandes proporções. 

    Trata-se de um empreendimento "Minha Casa Minha Vida" no Rio de Janeiro, oferecido para abrigar as famílias que sofreram com a perda de suas casas em Niterói - devido aos desmoronamentos provocados pelas intensas chuvas - há três anos.
    Dois dos onze prédios (que custaram R$2.000.000,00 cada) estão com graves problemas estruturais e serão demolidos. Não haverá nenhuma tentativa de intervenção, 
segundo o gerente da construtora. 


    Pelas fotos é possível verificar que trata-se de edifícios em alvenaria estrutural, visivelmente comprometidos. Entenda-se que a alvenaria estrutural não possui estrutura convencional com alvenaria de fechamento. A alvenaria estrutural é composta por alvenaria autoportante (a alvenaria é de blocos de concreto que formam a estrutura do edifício, com pontos de grouteamento, que tornam a estrutura rígida). Segundo a empresa construtora a patologia ocorreu por conta de uma evasão de solo devido a um acúmulo de água. No mínimo estranho isso, mas...

    A reportagem da Revista Veja informa que em se tratando de acidente de obra, o seguro cobre os custos, e que se for vício de obra a construtura pagará pelos danos. 

    Estranho que a obra seja do governo, para abrigar famílias desamparadas há três anos, e os prédios nem chegaram a ser concluídos e já serão demolidos. 
    
    Nem falamos sobre os estádios da copa não é mesmo?! Existem algumas notícias sobre estádios que foram reprovados em vistorias por inúmeras vezes por apresentarem graves infiltrações.

Eita Brasil...

Observação: a análise sobre uma rachadura ou fissura deve ser feita por um profissional técnico habilitado pelo CREA. Existem fissuras típicas de movimentação da estrutura que não representam riscos. Porém, na dúvida, consulte um profissional.

Algumas informações estão contidas na Revista Veja - Blog do Reinaldo Azevedo.

Desplacamento de cerâmica.

    Olá pessoal que acompanha no blog.

    Desculpem-me tanto tempo de ausência no blog, principalmente por não oferecer nem ao menos uma satisfação a vocês, mas a vida está corrida mesmo. Chego em casa ao fim do dia e de tão cansado só penso na minha cama, condicionador de ar (aqui no sul o calor está insuportável) e seriados, hehe, mas vamos lá!
    Decidi compartilhar com vocês minha experiência com desplacamento de pisos e azulejos. Algo temido, indesejado, desagradável, complicado, chato etc. Não é possível conviver com este problema porque precisa de intervenção imediata, não há como esperar, adiar ou mesmo relevar (acostumar-se) a convivência com esta patologia.

    Pense na seguinte situação: você monta a sua casa (ou apartamento) com mobília planejada dos seus sonhos, as paredes pintadas com sua cor favorita, tapetes dispostos no chão dando aquela agradável sensação de aconchego, enfim, tudo está lindo. Um belo dia você escuta um estalo: a cerâmica soltou! (desplacou). Em alguns casos a força é tão grande que te levanta do chão. Isso é tão desesperador que não há explicação para o sentimento que você passa naquele momento, e pior, não há o que se possa fazer, apenas remover toda a área afetada e aplicar novamente.
    Vale a pena verificar cuidadosamente quais outras áreas podem sofrer com o mesmo problema futuramente, para evitar o incômodo duas vezes, sendo que está tarefa não é muito fácil porque um piso pode estar aparentemente bem fixado e acabar soltando e pisos aparentemente mal instalados (com som de oco) podem nunca soltar.    
    A cerâmica desplaca por alguns fatores que listo logo abaixo, portanto é necessário verificar onde se encaixa o seu caso, e fazer o reparo da melhor forma possível para evitar reincidência.

01) Desplacamento de piso cerâmico por alta absorção de água por parte da placa cerâmica.
Motivo: cerâmica de baixa qualidade.
Observações: as cerâmicas de hoje em dia não precisam ser molhadas antes da aplicação. Elas devem ter a capacidade de não absorver a água necessária para a cura da argamassa de assentamento.
Dica: Verificar junto ao fornecedor se a cerâmica está dentro dos padrões estabelecidos pela norma.

02) Desplacamento de piso cerâmico por alta absorção de água por parte de laje ou contrapiso.
Motivo: concreto absorvendo água necessária para cura da argamassa de assentamento.
Dica: molhe a laje ou contrapiso com brocha (trincha) antes de soltar a argamassa de assentamento.

03) Desplacamento de piso cerâmico por excesso de tempo de aplicação da argamassa de assentamento até a aplicação da cerâmica.
Motivo: aplicar maior área de argamassa do que a capacidade de aplicar a cerâmica. Quando chega a aplicar a cerâmica a argamassa já entrou em estado de cura e não adere mais na cerâmica.
Dica: Aplique a argamassa e em seguida já aplique a cerâmica, garantindo que quando a argamassa iniciar o processo de cura o peça cerâmica já esteja aplicada.

04) Desplacamento de piso cerâmico por sujeira na laje ou contrapiso.
Motivo: aplicação de argamassa de assentamento sobre a laje ou contrapiso sujo. Pó da própria obra, sujeira de botas (barro e areia) e pó da massa aplicada na parede são um veneno para a boa aderência da argamassa na superfície que será aplicada.
Dica: limpe bem a laje ou contrapiso onde será aplicada a argamassa.

05) Desplacamento de piso cerâmico devido a falta de junta de dilatação (fuga).
Motivo: falta da junta de dilatação adequada entre as próprias peças ou no contorno da alvenaria (rodapé).
Dica: siga as instruções do fabricante quanto as juntas entre as peças (fuga do rejunte). Nunca encoste a cerâmica na parede, deixe de preferência a espessura da junta utilizada nas demais áreas nas paredes, e para garantir ainda mais que não terá problema, não aplique rejunte neste espaço. Com isso garantirá que as dilatações ocorrerão normalmente e o piso não soltará devido a pressão.

06) Desplacamento de azulejo cerâmico.
Motivo: Com exceção de problemas com o reboco, todos os itens mencionados acima quanto a piso cerâmico repetem-se para o azulejo cerâmico. 
O reboco com traço inadequado pode resultar em desplacamento de azulejo. 
Dica: garanta a execução correta do traço do reboco onde irá aplicar azulejo cerâmico. Este exerce uma grande força no reboco da alvenaria e pode arrancá-lo da parede facilmente caso o traço esteja inadequado.

Abraços
Rafael.

Observações: texto próprio, quer copiar peça autorização. Escrevi este texto com base em experiências vividas no meu dia a dia. As imagens foram removidas da internet e aqui dispostas apenas como exemplo. Não há nenhuma intenção de roubar créditos.